VIAJANTE DO AMOR -PARTE 2
CASOS DE AMOR
No
dia seguinte, ela vestida para trabalhar, com expressão atarefada pelo corre,
corre do primeiro dia da semana, embrenhou-se numa fuga desesperada do seu
amado.
Ele,
em seu movimento "sublimal" de quase anjo, sustentava a vontade de revê-la e
tocá-la umidamente em sua transparência musical de mulher.
O
dia se foi, a noite chegou e a partida dele foi cruel, aconteceu sem que ela o
pudesse segurar timidamente. Mas ela continuou voltando ao parque e caminhando
entre as árvores para, num vislumbre, quem sabe, encontra-lo. Tentou rever
aquele que em seus sonhos estaria completando sua alma, mas ele se foi sem
resposta.
A
vida começou a ser diferente desde então, ela buscava algo e nem imaginava que
viveria outros momentos tão intensos quanto aquele em sua vida.
Continuou
trabalhando e escrevendo, quando certo dia resolveu escrever seu livro, onde,
com emoção e palavras saídas do coração podia perceber o amor que ali expressava. Tanta andança teve e há tantos
desafios esteve exposta! Mas, neste momento, ela entendeu que sua vida estava
derramada nos versos que emocionavam os leitores das mais variadas classes.
Percebeu que o maior romance estava nela própria e destemidamente começou a
perceber e amar as pessoas ao seu redor. O vislumbre de que o amor vinha de
dentro de si a assustava, mas ela começava a compreender que só assim poderia
sentir. Percebia que não conseguia tocar no ato do amor de alguém por ela, mas
tocava no amor que sentia pelas outras pessoas por estar latejando em si.
Fascinante momento em sua vida.
Então,
certo dia, estando envolvida num computador, reencontrou um ex-aluno. Sendo ela
professora deu aula para muitas pessoas. Este moço declarou-se apaixonado por
ela desde quando estudava e disse sempre ter nutrido intensa paixão. Ela
surpresa decidiu investigar mais sobre ele e percebeu que seria perfeito
destino se ele não fosse casado. Continuaram conversando como amigos, apesar de
tudo.
Um
homem esguio, magro, alto, sempre bem vestido por conta de sua profissão. Nas
conversas estava sempre apimentando a vontade curiosa dela pela forma que
escrevia no bate papo. Mas ela, mulher vivida em seus quarenta e poucos anos,
sabia exatamente a que destino procederia este caso de amor.
Enrolou
ele em sua investida poética e sagaz por meses. Conversando sempre. Porém ele,
sempre com uma educação incrível, queria apenas conhecer a fruta dela. E, num
belo dia, depois de algumas viagens, seus olhos ampliaram para ele e resolveu
experimentar seu beijo. E cara a cara, com o perigo eminente, de se transformar
em uma amante, abstraiu e saiu para beijá-lo ardentemente sem chegar, por
sorte, ao passo final.
Uma
rapidez fugaz de uma saída dessas rapidinhas, onde nem se consegue conversar
um pouco. Mas, no movimento de toque dele no corpo dela, ela percebeu a
intensidade de amor, que não acontecia consigo há tempos. E deste incrível e
apimentado tocar, várias semanas se passaram.
Num
novo encontro, ele dizia tê-la esperado por quarenta anos. E nas linhas tênues
daquela sensação de rusticidade dele, apenas na ânsia de um momento de sexo, ele deixou-a
excitada, lambendo-a, com sua língua, de forma completamente voraz e fazendo
seu clitóris derramar estrelas.
Ela
completamente tomada de excitação, querendo a realização completa, foi
desarmada, destroçada e dissolvida pelo ato não concluído. Assim, desligou
quase completamente desta estação desfigurada de um romance proibido. Não podia
e nem devia entender ser “musa” de um homem que em um momento crucial de êxtase,
não foi devorada por ele. Então, num ar de decepção, ele a deixou em sua
calçada.
Ela
entrando em sua residência, desanimou-se, apesar de tanto fogo que ele mostrava
pra seduzi-la, não aconteceu. Talvez, a reciprocidade não existisse, o que
causou um desligamento situacional e favorável. Por ser ele um homem
comprometido e demonstrando ser infiel, não lhe restou alternativa, apenas o
afastamento.
Um
homem quando trai sua mulher com qualquer outra, mesmo que ele deixe a primeira
pela segunda, deve-se ter atenção. A segunda mulher terá o mesmo risco da
primeira, sendo ela, tanto quanto a outra, alvo de traição, caso este homem
seja aquele que ama todas que vê a sua frente.
O
que ele a fez sentir, foi angustiante, além de inadequado, mas uma mulher
quando não sabe exatamente o que quer, não tem como se defender. Nem dos
toscos, nem dos casados, nem de si mesma.
Então
ela numa constante busca de felicidade, procurava encontrar alguém que a
pudesse beijar e lhe fazer ver o céu. Pois, em suas voltas na vida, já tinha
sentido algo tão inusitado que ficará em busca de um novo encontro com alguém que
a pudesse fazer viajar no amor.
Decidiu
continuar a tentar, não podia parar exatamente agora. Ela no passado havia
encontrado um único homem que a tomava por dentro e por fora numa viagem de
constante amor. Mas seu par escolheu um caminho diverso ao seu e não teria como
retornar um novo encontro, a não ser se fosse o destino deles.
O
caminho, num pedido de oração, se tornou cheio de pretendentes para que ela
pudesse observar melhor quem poderia se encaixar em sua vida de forma clara e real.
Sendo assim tentou mais uma vez um encontro com um homem solteiro que se dizia
muito seu amigo e que dizia amá-la profundamente. Quanta pretensão!
Ela,
numa busca desenfreada de querer a felicidade, tentou mais uma vez. Ele, seu
novo parceiro dissolveu-se quando percebeu que ela o achava de certa forma,
imaturo. Mas ele não compreendia por que ela não queria namorá-lo, mas ela
sabia exatamente o que ocorria.
Ele,
de estatura baixa, cabelos pretos bem batidos. Sempre bem vestido. Numa busca incessante
de fortalecer a visão dela sobre ele, destroçou a vontade dela, que ainda
estava viva, de estar com ele, mesmo que como amiga.
Quando
se encontravam acontecia uma coisa gostosa de ficar juntinho, abraçadinho e era
aconchegante quando se viam, mas ele derramou o balde de suas loucuras mentais
sobre ela, por conta de saber que tudo não passava de momento. Não poderia ser de outro jeito. A experiência atroz dela, já tinha delimitado isto quando eles
começaram a relacionar-se.
Começou
a ficar nebuloso quando ele perguntava se ela já tinha sido casada, e logo em
seguida queria demonstrar que ele era o “cara” para ela. Portanto, em suas
andanças na vida, ela já conseguia vislumbrar o desconceito dele. Nem tão
bruscamente, mas ele viu dessa forma e finalizou a própria amizade que tinham.
Mas
uma mulher, que tem certa vivência, tenta restaurar o que ficou pesado, mesmo que as pessoas não venham a entender. Bem, nesta altura, ele já tinha perdido
ela, de vez. Pelo desagrado de mensagens inadequadas, que enviou através do
Facebook pra ela.
Pisar
numa mulher é igual perder de vez sua atenção. Quando um homem não quer estar
com ela, é visível, então nada existe a fazer, apenas ir embora. Foi exatamente
o que ela fez, foi embora, sem despedir por que ele não a quis de verdade. Foi apenas mais uma brincadeira de ficança pela vida. Os homens, por
vezes, são mais imprevisíveis que as mulheres.
Para superar tantas frustrações, as mulheres haverão de entender um dia, quão os homens são tão vítimas do machismo que as sufocam.Fiquei triste por ela não ter atingido ao clímax com o rapaz, mas imagino sua auto cobrança em corresponder às expectativas noprimeiro ato com um amor de uma vida. A sociedade lhe pesa nas duas cabeças como vozes que ecoam de uma multidão assexuada: "Você tem que ser bom!"; "Tem que ser o melhor!". Ah! A maldição das relações humanas são as cobranças implícitas e explicitas... Mas acredito que ela vai achar alguém... !
ResponderExcluir