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VIAJANTE DO AMOR - PARTE 13

A CASA No caminho,  descendo a velha escada,  encontrei a lamparina acesa.  Os calos em meu pés,  gastos de caminhar,  evocavam um sofá. A minha frente, vestido de solidão, encontrava-se aquele homem, dissolvido de seus ideais e totalmente frágil, sem destino. O quarto apagado em cima de nossas cabeças, já dizia que nada mais viria a tona daquela escalada sem fim que a vida nos trouxe. Então, arrumada de brisa, saí pela porta da frente, revestida de sagacidade, dissolvendo de dentro do meu envelope de emoções antigas, todas as histórias que passaram na minha porta.  E com olhar ainda distorcido, o homem, inquieto, contorcia-se de pecados inteligentes, como um mentiroso que o faz a si mesmo. Olhava-me, querendo pedir, mas seu orgulhoso tentáculo de falsidade, ainda escorrendo de sua boca corrosiva, me indagava o porque de tudo isso. Então, dando um passo a frente na saída da porta ainda aberta, acenei com um sorriso sarcástico sobre o sa...