VIAJANTE DO AMOR - PARTE 4

ESTÁGIO DE AMOR

    O dia amanheceu sombrio, mas nas entrelinhas do sol batendo naquela janela adocicada de maio, você entrou pela porta da sala aterrizando ao meu lado no sofá e me cheirando o cangote.
  Estava nublado, era domingo e estávamos sozinhos naquele ninho de delicadezas, entre cobertas olhando a praia pela vidraça. O sol nascia e você começou a fazer-me carícias das quais sabia onde me levariam.
  Meu corpo todo foi ficando relaxado com seus beijos estonteantes e suas carícias intrigantes, como se me conhecesse a alma.
   Estava vestida num moletom azul claro e você de cinza, mas quando percebemos o enlace, já estávamos totalmente nus por baixo das cobertas que lentamente iam caindo e estávamos revestidos dessa beleza agradável quando se ama verdadeiramente alguém, e fazíamos amor na velocidade certa de duas pessoas que se conhecem profundamente e se amam de verdade.
   O sol lentamente subia sobre nossos corpos umedecidos e suados e o amanhecer se estendeu entre carícias sutis e mais eróticas. 
Levantei e fui fazer um café para que pudéssemos aguentar a fúria daquele intenso momento de amor, ao qual, depois de tanto tempo separados, nos uníamos novamente.
  Totalmente embrulhado no cobertor de oncinha, você pegou o seu café e eu o meu,  me enrolei junto a você , comemos os sanduíches  e pausamos deitados naquele sofá aconchegante observando a praia.
  Era um domingo e estávamos na nossa cabana, lugar longe e deserto, onde ninguém poderia nos incomodar e nada poderia finalizar aquele dia.
  Resolvemos caminhar na areia da praia e ainda enrolados nas cobertas e nus, fomos nos deixando-nos amar a beira mar.
  O sol já aquecia nossos corpos e na velocidade de um carinho brusco, você pegou-me no colo e juntos fomos nadar.
  Num breve momento, extasiada de paz, acordei com o despertador. Estava na hora de trabalhar.

            



Comentários

  1. Tinha que ter uma merda! he, he... e isso é mesmo uma merda. Detesto os sonhos oníricos, adoro os dá vigília, porque o meu consciente domina e história lhes dando o inicio o enredo e o fim.

    O que antes parecia um romance, agora parece uma coletânea de contos ou crônicas de amor.

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