VIAJANTE DO AMOR - PARTE 11

'DANE-SE'

Ela, passeava numa sala de aula, quando uma aluna fala alto e em bom tom: "DANE-SE".
Então ela perguntou a aluna se na vida da gente tudo poderia ser um Dane-se. Ela particularmente tinha acabado de receber um DANE-SE e esse foi o motivo mais presente e intermitente de procurar uma resposta.
Será que existem muitas pessoas por aí fazendo de sua vida um DANE-SE?
Então começou  e a refletir como um DANE-SE poderia afetar a vida em pequenos detalhes. " Esta palavra pode trazer muitas coisas e acredito que muitas pessoas a usam apenas no pensamento e tratam outras pessoas como um DANE-SE em sua existência"
Ela pensava, pensava e recentemente afetada por um dane-se de um homem, numa situação nova, percebeu que muitas pessoas, que perdidas estavam em suas solidões internaulticas, ou mesmo suas solidões coletivas diante de tanto dinheiro e ninguém para abraçar, ela pensava...
O homem, vestido de ouro, muito educado, aparentemente, sem filhos, se mostrava humilde e sem graça de falar de suas habilidades, sozinho, solitário. Aproximou-se dela com conversas experientes de quem sabe como entrar na vida de uma mulher.
Conversaram sobre arte, vida, relacionamentos, experiências e assim a convidou para um jantar. Ela aceitou.
Levou-a a jantar numa outra cidade próxima, porque, no mais profundo, talvez não quisesse que alguém soubesse desse encontro ou queria que permanecesse numa incógnita a história. Por certo, ela, pensando que ele tivesse algum tipo de interesse, se abriu como uma flor.
Porém, depois de um jantar inicial apimentado e salgado, na volta para a cidade, quando entraram no carro, ele a enlaçou num beijo, gostoso.
Queria, todavia, com certeza, fazer o que todos eles fazem: levar a sua presa para ele se alimentar.
Ela não foi ao seu apartamento, achava cedo demais dar de comer pelo estado abstinêntico em que se encontrava.
Aos poucos, em outros encontros, ele começou a tentar com filmes, pipocas e vinho. Ela, que havia conversado com o Criador de todas as almas sobre trazer um novo relacionamento à sua vida, acreditou que tivesse sido uma resposta. Que talvez, ele, tivesse sido enviado à ela.
Com o tempo, depois dele ter feito uma viagem de quase um mês, e mesmo conversando com ela por quase todos tempo de sua viagem, marcando inclusive um encontro para a volta para se verem.
Chegou antecipado e nem a procurou, não transmitiu nenhuma palavra, mesmo ela tendo tentado se comunicar com ele.
Ela,que participara de quase toda uma sintonia com ele de coisas íntimas e traiçoeiramente o homem parecia embriagado em sua solidão e sua baixa estima e suas preocupações, sabe lá com o que.
Ela, que acreditara nele, ficou muito triste e magoada por ele não falar nada, a não ser desejar um bom final de semana, sem ao menos ligar para ela.
Mas, apesar dela ter uma fé grande, emocionalmente não conseguia ficar em situações de risco prisão a alguém que não está realmente interessado em estar com ela.
Tomou as rédeas de sua vida e comunicou-se com ele da mesma forma inicial que ele havia feito para encontrá-la e ali definiu tudo que a estava incomodando.
Ele, sem noção nenhuma de uma boa educação, deixou escapar por entre os dedos ela "a mulher" inspirada, viva, presente para apenas estar emocionalmente precisando estar só ou apenas dissolvendo algo que nem começou sem comunicar a quem interesse tinha em saber o motivo.
Atitudes assim são exatamente um "DANE-SE", igual o da aluna. E ela, percebeu mais profundamente o homem solitário que se deparara em sua vida. Ele, em uma solidão invisível, apesar dos bens e riquezas, perdido estava em seu próprio ser sem saber que caminho seguir.
O "DANE-SE" fatal que aquele homem lhe deu, preservou-lhe um grande amor interior de uma conduta impecável. 
Ao entrar em contato com ele, Ela, em sua forma individual, observou os detalhes, respondeu a si mesma as soluções de sua turbulência mental e caminhou.
O homem, que adolescente estava, sem falar-lhe nada diretamente, recebeu ainda dela a valoração que não aceitava pela sua baixa estima e orgulhoso de um apelido que exaltava: você é um bom homem".
Foi pena ele não ter entendido o valor dela e não ter se comunicado fazendo o certo na hora certa. Sua não ação o transformou no pensamento dela num homem de passagem para aprendizado dela, onde acredita que a vida é bem assim: uns querendo fazer o certo, outros dando um DANE-SE a si mesmo e aos outros.
Assim ela partiu, com pena dele, ainda oferecendo sua amizade, caso ele tivesse interesse.



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